domingo, 26 de abril de 2015

Trumpet Listening by Chris Gekker

Boa noite pessoal, neste artigo o excelente trompetista Chris Gekker fala sobre a importância de praticar o ato de ouvir. Nos fala da importância do equilíbrio entre horas de estudo ao trompete e horas de ouvir outros músicos, gravações, concertos, etc.

VIDEO: Chris Gekker tocando o primeiro movimento da Sonata de Eric Ewazen.










Listening 


Ouvindo



To improve as trumpeters, it is necessary to practice with consistency, intensity, and intelligence. Also crucial, and sometimes overlooked, is that to develop our musicianship we all need to listen: to other trumpet players as well as all types of instrumentalists, singers, and types of music.
Para desenvolvermos como trompetistas é necessário praticar com consistência, intensidade e inteligência. Também é crucial, e por vezes esquecidos, é que, para desenvolvermos nossa musicalidade precisamos ouvir: outros trompetistas, bem como outros instrumentistas, cantores, e outros tipos de música.
Practicing builds our skills and conditions us physically to deal with our instrument. Listening develops our overall background and knowledge of music, and more specifically inspires and nurtures an inner ideal of how we want to sound. The great Arnold Jacobs has said that "good" and "great" brass players often possess the same amount of talent—what makes a trumpeter "great" is that internal conception that is continuously strived for.
Estudar/praticar constrói nossas habilidades e nos condiciona fisicamente para lidarmos com nosso instrumento. Ouvir desenvolve nosso conhecimento geral sobre música e mais especificamente inspira e nutre um desejo interno sobre como queremos soar. O grande Arnold Jacobs disse que 'bom' e 'grandes' músicos dos naipes dos metais, geralmente possuem a mesma quantidade de talento, o que faz um trompetista 'grande' é aquela concepção interna que é continuadamente esforçado para.
In a perfect world, we would all be able to regularly attend fine concerts, but this is not likely for most, and pretty much impossible for young players. So recordings are vital for our listening education. I remember, as a young boy in the early 1960s, sitting with my parents, listening to the Jackie Gleason Orchestra on TV, hearing Bobby Hackett's beautiful cornet floating through. In junior high I heard a great professional in person for the first time:
Num mundo perfeito, nós todos teríamos a possibilidade de assistir excelentes concertos. mas isto não é possível para muitos, e quase impossível para jovens músicos. Portanto as gravações são vitais para nossa educação no ouvir. Eu lembro, quando era jovem no início da década de 60, sentado com meus pais, ouvindo Jackie Gleason Orchestra na TV, ouvindo o som lindo de cornet de Bobby Hackett. No colegial ouvi o grande profissional ao vivo pela primeira vez:   
 Emerson Head. His playing was so expressive, so exciting, and I started practicing hard and listening to every record I could, making full use of the public library in my hometown of Alexandria, Virginia. Some almost got worn out: John Ware's posthorn solo on Mahler's Symphony No. 3, Clark Terry, and Maurice Andre. In high school my parents gave me Miles Davis' Filles de Kilimanjaro, which really turned my world upside down. During my first year at the Eastman School of Music, Gerard Schwarz's Age of Splendour pushed me to practice harder than ever. All this listening, going to whatever concerts I could, and my great teachers added up to all the inspiration I could have ever hoped for.
Emerson Head, sua maneira de tocar era tão expressivo, tão excitante, e eu comecei a praticar mais intensamente e a ouvir todo tipo de gravação que eu conseguia, utilizando ao máximo a biblioteca pública de minha cidade natal, Alexandria, Virgínia. Alguns quase ficaram degastados: o solo de posthorn da sinfonia 3 de Mahler tocado por John Ware, Clark Terry e Maurice Andre. No ensino médio meus pais me deram Filles de Kilimanjaro de Miles Davis, que honestamente virou meu mundo de ponta cabeça. No meu primeiro ano na Eastman School of Music, Age of Splendour de Gerard Schwarz me impulsionou a estudar/praticar muito mais do que nunca. Todos estas gravações que ouvia, indo para qualquer concerto que podia, e meus grandes professores somaram toda a inspiração que eu poderia desejar/imaginar.

I was also checking out other musicians: John Coltrane, Bob Dylan, Mahalia Jackson, conductors like Furtwangler and Bruno Walter, and as many composers as possible, from all periods. This is the wide range of listening that can benefit us all. When I coach students on the Haydn Concerto or the Hindemith Sonate, I often learn that they are not familiar with any other works by these composers. Every piece of literature exists in a language, and we cannot hope to really be able to understand what we are doing without some knowledge and background of that language.
Eu também ouvia outros músicos: John Coltrane, Bob Dylan, Mahalia Jackson, maestros como Furtwangler e Bruno Walter, assim como muitos compositores quanto possível de todos os períodos. Esta é a grande variedade de escuta que nos beneficiará sempre. Quando ensino meus alunos no concerto de Haydn ou a Sonata de Hindemith, eu geralmente percebo  que eles não estão nada familiarizados com as outras obras destes compositores. Toda obra musical na literatura existe em uma linguagem, e nós não poderemos compreender o que estamos fazendo/tocando sem algum conhecimento e experiência do que está por trás desta linguagem.
 There are times when some creativity is needed: when preparing the Halsey Stevens Sonata or Ropartz's Andante et Allegro, for example, we might not find other works by them. But, with some research, we'll learn that Copland and Bartok strongly influenced Stevens, and that Ropartz studied with Cesar Franck. There are always ways to add to our knowledge and understanding: read, ask questions, and keep trying to learn.
Há momentos que precisamos de criatividade: quando estudamos a Sonata de Halsey Stevens ou Andante e Allegro de Ropartz, por exemplo, nós possivelmente não encontraremos outras obras deles. Mas, com alguma pesquisa, nós aprenderemos que Copland e Bartok influenciou fortemente Stevens e que Ropartz estudou com Cesar Franck. Existe sempre maneiras de adicionar ao nosso conhecimento e entendimento: leia, pegunte/questione e sempre mantenha aprendendo.
Listening is ultimately as important as practicing—for any of us to reach a high level both must exist together. Practicing, by necessity, is directed inward, centered on ourselves, as we establish and continually refine our abilities. Listening, on the other hand, draws us outward, and can give us the wisdom and perspective to see our musicianship as part of something greater than any one of us as individuals. The balance of these two endeavors has a deep meaning, possibly leading us to the fulfillment and happiness that music making can bring.

Ouvir é em última análise tão importante como praticar/estudar, para que qualquer um de nós possamos atingir um alto nível os dois precisam coexistir. Praticamos por necessidade, nos foca para dentro, centramos em nós mesmos, assim como estabelecemos e continuamos refinar nossas habilidades. Ouvir, por outro lado, nos direciona para fora, e nos dá sabedoria e perspectiva para ver nossa musicalidade como parte de algo maior do que nós mesmos, maior do que nossa individualidade. O equilíbrio destes dois empreendimentos tem um profundo significado, possivelmente nos levando para a realização e felicidade que o fazer musical pode nos trazer/dar.


Thanks for stoping by!
All the best for you all, never give up in your etudes!
Regards from Brazil!
sam

Obrigado por visitar meu Blog!
Ótimos estudos ao trompete!
Um abraço,
samu

sábado, 25 de abril de 2015

Trumpet Habits by James Thompson/ Os Hábitos ao Trompete por J.Thompson

Boa noite, neste artigo traduzi o assunto hábitos, abordado pelo grande trompetista James Thompson, em seu método The Buzzing Book, http://www.jamesthompsonmusic.com/TheBuzzingBook.php,

VIDEO; Aqui temos a oportunidade de ver James Thompson tocando Slavic Fantasy de Carl Hohne,





Habits

Probably the single most important thing in learning any physical skill is the formation of habits. Performers use habits all the time. Habits are called into play by stimuli, or "triggers". When a player picks up his trumpet, he is also picking up his habits. To illustrate: how else would it be possible to ride a bicycle after not having ridden one for months or years?

Hábitos 

Provavelmente a mais importante e singular coisa em aprender qualquer atividade fisica é a formação de hábitos. Artistas/Músicos usam os hábitos o tempo todo. Os hábitos são colocados em 'jogo' por estímulos ou 'gatilhos'. Quando um músico pega seu trompete, ele também está pegando seus hábitos. Como ilustração: de que outra forma seria possível andar de bicicleta, mesmo não tendo andado por meses ou anos?


Habits serve a function similar to that of automatic pilots in airplanes. When we perform a given activity in a set, predictable way, our habits free us to focus our attention on other things - such as listening to intonation or responding to tempo changes within an ensemble while continuing to play the instrument correctly (the habit of playing correctly allows the player to direct his attention elsewhere).

Hábitos servem/tem uma função similar ao do piloto automático em aviões. Quando nós realizamos qualquer atividade em um conjunto, de forma previsível, nossos hábitos nos libertam, para que possamos focar nossa atenção em outras coisas, como ouvir a afinação ou nos atentar para as mudanças de tempo em um grupo, enquanto ainda mesmo estamos tocando corretamente nosso instrumento (o hábito de tocar corretamente permite o instrumentista em direcionar sua atenção em outras coisas).

Yet as the player becomes more critical and demanding of his playing, he will discover that his old habits don't necessarily serve him as efficiently as he would like. He needs to create new habits.
Habits are literal: they do exactly what they're constructed to do, no more and no less. Habits are static: they neither learn nor evolve.

No entanto, como o músico se torna mais crítico e exigente em sua maneira de tocar, ele descobrirá que seus velhos hábitos não necessariamente servem eficientemente como ele desejaria. Ele precisa criar novos hábitos. Hábitos são literal: eles fazem exatamente aquilo para que foram 'construídos' para realizar, nem mais e nem menos. Hábitos são estáticos: eles não aprendem e não evoluem.


There's no breaking a habit: if one wants a better habit, one has to create a new habit; merely changing one's mental conception alone won't suffice. And the new habit will require reinforcement through repetition, which is why it's necessary to play these exercises every time as though it were the first time. A wandering mind is an open invitation for old habits to step in. Diligent application of new habits, on the other hand, will allow old habits to gradually weaken to the point where they are no longer active.


Não há como 'quebrar' um hábito: se queremos um hábito melhor, esta pessoa precisa criar um novo hábito: simplesmente mudar sua concepção mental não será suficiente. E o novo hábito precisará um reforço através da repetição (uma repetição concentrada e sábia) é por isto que devemos tocar qualquer exercício como se fosse a primeira vez. Uma mente que divaga/sonha/fica nas nuvens. é uma mente com as portas abertas para que os velhos hábitos entrem. Uma diligente aplicação dos novos hábitos, por outro lado, permitirá/facilitará que os velhos hábitos gradualmente se enfraqueçam até o ponto que eles não estão mais ativos.


Be aware that work of this nature is apt to take time. Have patience!


Esteja ciente que um trabalho desta natureza está apto a levar tempo. Tenha paciência!


James Thompson - renomado professor na Eastman School of Music, foi principal trompete da Orquestra Sinfônica de Atlanta, e da Orquestra Sinfônica de Montreal. mais sobre James Thompson, visite http://www.jamesthompsonmusic.com/biography.php



Obrigado por visitar meu blog!
Bons estudos e muita paciência com o trompete!
Um abraço!

Samu


Thanks for stoping by!
Take care and do not give up in your trumpet etudes!
All the best! Regardings from Brazil!

Sam




segunda-feira, 21 de abril de 2014

A TRUMPET LESSON With Gustav Mahler

Boa noite pessoal, depois de um longo período de ausência, estou novamente em atividade. Por favor galera, me desculpem por este sumiço. Achei este artigo interessante, uma suposta aula de trompete, com um dos mais respeitados e desafiadores compositores do mundo Gustav Mahler. Quem não conhece a obra de G.Mahler, por favor procure se aprofundar, se voce for um trompetista, 'para ontem' ouça a Sinfonia 5 de Mahler, em especial 0 1º movimento, que poderia ser considerado, em minha opinião, quase como um concerto para trompete e orquestra.


VIDEO DO DIA: 

Uma excelente gravação, Adolph 'Bud" Herseth, principal trompete por mais de 50 anos da Sinfônica de Chicago, fantástico músico e por nossa sorte, escolheu o trompete, rs.



Uma Aula de Trompete com o Professor Gustav Mahler

Professor: Vamos lá pode entrar, voce é o próximo!

Estudante: Olá, Professor Mahler.

Professor: Eu espero que voce tenha se aquecido, porque eu tenho muita coisa aqui e estou ansioso/esperando que voce toque muito bem para mim hoje.

Estudante: Que tipo de coisas, Professor Mahler?

Professor: Tudo que está em minhas composições é mais que o suficiente para manter todo trompetista no topo do seu 'jogo'/game, e platéias voltando para os concertos, por muito tempo. Bom, agora olhemos para tua agenda diária de estudos. Tente ao máximo cobrir, estudar, praticar o maior número possivel destes tópicos todos os dias!

Coisas para o trompete do Professor Gustav Mahler:

* Toque o mais suave possível;

* Toque o mais forte possível; (cuidado para não 'rachar' o som!!)

* Lirismo e delicadeza, nunca vindas de um trompetista;

* Longos e fluídos corais em todos os registros;

* "Deformadas"/ Fanfarras complicadas, lentas, rápidas, suaves e fortes;

* Repentinas e Rudeza pancadas e 'puxões';

* O orgulhoso e o feio (o caráter, o espírito da obra e não o tom);

* Notas agudas diminuendo para o nada;

* A mãe de todos os solos que ocorrem 'offstage' atrás/fora do palco;

* Entradas chocantes e inesperadas;

* Grandes saltos/intervalos em um único salto/intervalo, lento e rápido, suave e forte;

* A nota mais aguda, a nota mais grave;

* A nota mais longa possível!;

* Tercinas super suaves no Dó sustenido grave;

* Solos de fora do palco 'gritantes';

* Transposições sempre requeridas;

* Total precisão sempre esperado/requerido;

Estudante: Nossa!! Professor, não sei se estou preparado para fazer/tocar todas estes requisitos. Veja bem, eu tenho tantos problemas e manias que preciso resolver, o que voce sugere para minhas doenças/meus incomodos?

Professor Gustav Mahler: Tudo o que eu já escrevi é somente isto que voce precisa.

Obrigado pela visita ao meu blog!
Bons estudos trompetísticos e musicais!
Um abraço
samuel proença

PS algumas palavras e frases traduzidas não surtem o mesmo efeito do original. Material traduzido do Blog Trumpet Matters, com a devida autorização do criador do Blog Trumpet Matters, 

http://philstudents.blogspot.com.br/2014/03/a-trumpet-lesson-with-professor-mahler.html


A Trumpet Lesson with Professor Mahler

Professor: Come on in, you're next!  

Student: Hi, Professor Mahler.

Professor: I hope you're warmed up, because I've got a lot of stuff I am expecting you to play well for me today. 

Student: What kind of stuff, Professor Mahler? 

Professor:  Contained in my scores is enough stuff to keep trumpet players at the peak of their game, and audiences coming back for more for a long time to come.  Now, let's take a look at your daily agenda.  Make sure to cover as many of these items as possible every day! 


PROFESSOR MAHLER'S TRUMPET STUFF:
  • soft as possible
  • loud as possible
  • lyric sweetness not expected of trumpet players
  • long fluid chorales in all registers
  • gnarly fanfares, fast and slow, soft and loud
  • sudden rude pokes and jabs
  • the mean and the ugly (the spirit, not the tone)
  • high note diminuendos to nothing
  • the mother of all offstage solos!
  • shocking and unexpected entrances
  • huge leaps in a single bound, soft and loud, fast and slow
  • highest note, lowest note
  • the longest note ever
  • very quiet triplets on a low C sharp
  • offstage screech part
  • transposition always required 
  • complete accuracy always expected

Student: Gee, professor, I'm not sure I am ready to do all of that stuff!  You see, I have many issues and problems that must be solved.  What can you suggest for all of my ailments?  

Professor Mahler:  What I have written is all you will ever need.  

    terça-feira, 22 de outubro de 2013

    In Music Slow Practice? Is it really Necessary?

    Bom dia caros amigos,

    Muitos professores que tive a oportunidade de estudar e outras vezes de assistir masterclass, sempre me dizia, 'estude mais lento', bom amigos, achei este artigo na internet, e agora estou me aprofundando um pouco mais minhas pesquisas sobre este assunto. 

    Confesso, que sempre me preocupei, sempre me concentrei no resultado final de determinada música, solo, trecho orquestral, e nunca me preocupei de maneira apropriada no processo, na 'viagem', sempre na expectativa, irei conseguir tocar este negócio no tempo certo? Nossa, é rápido? Preciso acelerar, Puxa é agudo? Tenho que massacrar meus lábios, nos super agudos, enfim, e tantos outros pormenores que acontecem em nossos estudos diários.

    Amigos trompeteiros, corneteiros e afins, é de extrema importância praticar, estudar SUPER LENTO, e não somente lento, novamente lhes escrevo, estude SUPER LENTO, divirta-se na 'viagem', no processo, mantenha seu ritmo, e se concentre, melhor estudar 15 minutos concentradíssimos do que 1h assoprando o teu instrumento sem nenhum propósito, sem estar totalmente concentrado, fica aí a dica.

    Logo abaixo a tradução do artigo que achei bem interessante.


    VIDEO DO DIA: Uma coletânea de músicas de John Willians, tocadas por Tim Morrison, Maurice Murphy, Malcolm McNab e Chris Martin. Inspire-se!!!



    IS SLOW PRACTICE REALLY NECESSARY?
    by Dr. Noa Kageyama

    Like everyone else in the world who has ever taken music lessons. I've been urged to practice slowly on many an occasion.

    But did I heed my teacher's advice?

    Nope

    After all, what´s the point of slow practice? Everything is easier slower - of course you can play things more accurately at a slow tempo. What´s the big deal?
    But...why do so many people swear by slow practice?

    É REALMENTE NECESSÁRIO PRATICAR/ESTUDAR LENTO?
    por Dr. Noa Kageyama

    Como todos neste mundo que alguma vez teve aulas de música. Eu tenho sido alertado para estudar/praticar lentamente em muitas ocasiões.

    Mas. eu segui este conselho de meu professor?

    Não

    Afinal de contas, qual é o objetivo de estudar/praticar lentamente? Tudo fica mais fácil/simples quando fazemos lento - mas é óbvio que voce conseguirá tocar as coisas mais acertadamente/mais precisamente em um tempo mais lento. Qual é o grande problema?
    Mas..porque tantas pessoas juram pela prática/estudos lentos?


    Slow practice in the martial arts.
    I began dabbling a bit in the martial arts when I went to college. My karate sensei would often make us practice our techniques in super slow motion to ensure we were using proper form and really developing an understanding of the nuances of each movement.
    Of course, it took me a while to understand why we were doing this. At first, as in music, I thought it was a waste of time. But then I realized how much more difficult it was to punch or kick in slow motion. It required a much deeper understanding of what each actually required. Slowly (ha,ha), I came to understand where I had missed the boat all these years.
    The point is not whether the punch or kick hits the target (or whether you nail the shift or get the note in tune), but whether you do everything correctly along the way.
    Meaning, are you keeping your key muscles loose? Are you moving all of your mucles in the most effective way? Are you maximizing accurancy and efficiency? Are you nailing every single tiny little detail?

    Prática lenta nas artes marciais

    Comecei a brincar um pouco com artes marciais quando fui para a faculdade. Meu sensei de caratê sempre nos fazia praticar nossas técnicas em super lento movimentação/câmera lenta, para assegurar que estávamos usando a maneira correta e apropriada e realmente desenvolvendo uma compreensão das nuances de cada movimento.

    Claro, levei algum tempo para entender o porque nós fazíamos aquilo. No início, como em música, eu pensei, que era um desperdício de tempo. Mas então eu percebi o quanto era muito mais difícil dar um soco ou chute em 'slow motion' câmera lenta. Era necessário uma compreensão muito mais aprofundada do que cada um realmente necessita. Lentamente (ha, ha) eu finalmente percebi/entendi aonde eu tinha perdido o barco todos estes anos.

    A questão não é se o soco ou chute atinge o alvo (ou se voce prega/acerta a mudança ou a nota na medida correta/afinada/no lugar), mas se voce realiza/faz tudo de maneira correta durante todo o processo, ao longo do caminho.

    Ou seja, voce está mantendo teus músculos chaves soltos/relaxados/pouco tensionados? Voce está movimentando todos os teus músculos da maneira mais eficiente possível? Voce está maximizando precisão e eficiência? Voce está cravando todo pequeno/minúsculos detalhes?

    Slow practice in music
    I had forgotten all about this until very recently, when I had the pleasure of interviewing Philadelphia Orchestra concertmaster David Kim for a project I'm working on (incidentally, check out his personal jet leg remedy).
    He revealed that one of the keys to his success (and building confidence as well) is super slow practice. A process of practicing in slow motion - while being fully mindful, highly engaged, and thinking deeply in real-time about what he is doing.
    Incidentally, this is not a painful torturous process, but often an engrossing and gratifying one. A way in which to open up the door to many satisfying micro-discoveries that could ultimately be the key to getting a phrase to sound just so, and communicating exactly what it is that you intend.
    This is much like what golfing great Ben Hogan apparently did to hone his golf swing - check out this video of Hogan demonstrating how he works on his stroke in slow motion.

    Prática/Estudo lento em Música

    Eu tinha esquecido sobre tudo isto até que recentemente, aonde tive o prazer de entrevistar o spalla da Orquestra da Filadélfia, David Kim, para um projeto que estou realizando.
    Ele revelou que um dos segredos para seu sucesso (além de criar/construir confiança) é praticar/estudar super lento. O processo de praticar/estudar em camera lenta, enquanto está com tua mente, totalmente engajada, e pensando profundamente em tempo real sobre o que voce está fazendo.
    Incidentalmente, isto não é um processo doloroso e de tortura, mas geralmente um processo cativante e gratificante. Um caminho na qual nós abrimos a porta para muitas micro satisfatórias descobertas que provavelmente poderá ser a chave para aquela determinada frase afim de que soe, e comunique exatamente o que voce pretende/intenta.
    Isto é mais ou menos o que o grande jogar de golfe Ben Hogan aparentemente fez para afiar seu golpe no golfe, veja este video de Hogan demonstrando como ele trabalha/pratica/estuda em sua atacada em camera lenta. http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=h5vTfi0gtZ8#t=138

    Two misunderstandings
    So why don't we do more slow practice? It's not because we're lazy; I think it's just a big misunderstanding.

    1. We are too concerned with the outcome, not the process
    Meaning, we forget that how we get there is just as important as whether or not we do.
    The point of slow practice is not just to slow things down in order to play it perfectly. It's about fine-tuning the execution, and looking for additional ways to play it even better while we are playing slowly enough to monitor and think about the little details.

    Are you cultivating the right habits, so that when the tempo increases, you are still playing it the right way? Or are there lots of inefficiencies, or bad habits that will lead to breakdowns when you increase the tempo?

    Dois mal-entendidos
    Então porque nós não praticamos mais lento? Não é porque somos preguiçosos; Eu penso que é um grande mal entendido.

    1. Nós estamos muito preocupados com o resultado e não com o processo.
    significando, nós esquecemos que, como nós chegamos lá é tão importante quanto se nós chegaremos ou não. O objetivo de estudar/praticar lentamente não simplesmente diminuir a velocidade das coisas, afim de que toquemos perfeitamente. Trata-se em ajustar/afinar/aperfeiçoar a execução, e procurar por caminhos alternativos/adicionais de tocar ainda melhor enquanto nós estamos tocando suficientemente lento para monitorar e pensar sobre os pequenos detalhes.  

    Voce está cultivando os bons hábitos, afim de que quando voce aumentar seu tempo, voce ainda permanecerá tocando da maneira correta? Ou existem muitas ineficiências, ou maus hábitos que te levará por avarias/erros uando voce aumentar a velocidade?

    2. We don't practice slowly enough

    Since the whole point is to be able to think, monitor, and analyze our technique as we are playing, practicing at a moderate tempo defeats the purpose. It's too fast for us to observe, fully process, and tweak all the little details.

    The idea is to utilize super slow practice so that we can pay attention to all the subtle nuances of our mechanics, increase our awareness of what is actually happening, and find ways to make things better.

    So it might be more accurate to think of this as slow-motion practice or super-slow practice, rather than regular old slow practice, which tends to lead to mindless play-throughs of a passage at a moderately slow tempo.

    2. Nós não praticamos/estudamos o suficientemente lento

    Desde que o principal objetivo é estar apto para pensar, monitorar, e analizar nossa técnica enquanto tocamos, praticar/estudar em um tempo moderado derrota/ferra o propósito. Está muito rápido para que nós observemos, processar inteiramente, e ajustar todas as pequenas coisas.

    A idéia é utilizar super lento prática/estudo para que possamos focar/prestar atenção em todas as nuâncias de nosso mecanismo, aumentar nossa percepção/conscientização do que está realmente acontecendo, e achar/buscar caminhos para as coisas saiam/fiquem melhores.

    Para que fiquemos mais precisos/ajustados para pensar nesta camera lenta ou super lento estudo/prática, ao invés de regular e velho lento estudo/prática, que tenderá sua mente a divagações, tocar direto/dar uma passada em determinado trecho em um tempo moderadamente lento.

    Take action

    Try it out! And don't forget to have your practice notebook handy, as you will undoubtedly discover new solutions and subtle technical details that you weren't previously aware of.

    Tome uma atitude!

    Tente/experimente! E não esqueça de ter teu caderno de anotações, a medida que voce vai inevitavelmente descobrir novas soluções e técnicas sutis/detalhes que voce não era antes/previamente consciente. 

    Thanks for stop by!
    All the best for you!
    Never give up!
    regards from Brazil
    sam


    Obrigado por tua visita!
    Nunca desista de teus estudos trompetísticos!
    Tudo de bom para voces!
    Um abraço
    samuca 

    domingo, 8 de setembro de 2013

    MAX SCHLOSSBERG- Notes on the Schlossberg Method

    Boa tarde pessoal, hoje irei traduzir algumas anotações sobre o método Max Schlossberg, quem não conhece este método, deve procurar, aliás achei um na internet em PDF, neste link abaixo,

    http://www.amusicalap.es/libros_y_partituras/libros/Trompeta/Daily_drill_and_technical_studies_for_trumpet_Max_Schlossberg.pdf


    Irei traduzir a página 3, que está escrito "Notes on the Schlossberg Method", pessoal este método é um dos pilares de sustentação da vida de um trompetista, hoje temos muitos métodos e muitas possibilidades, mas...

    Muita atenção, cuidado não se perder em tantos métodos e caminhos, se, voce se ater, em 3 métodos somente, voce irá longe...são eles, Arban, Clarke Techniques, e Schlossberg.

    Lembre-se: como músicos devemos ouvir sempre uma enorme variedade de gêneros e instrumentistas, além de cantores.


    VIDEO DO DIA: Cantora Maria Callas,




    Notes on the Schlossberg Method
    by Harry Freistadt*

    Twelve years ago this month the world lost one of the great teachers of all time, and the finest of all teachers of the trumpet. Max Schlossberg, as much beloved as a person as he was a musician, played with the New York Philharmonic-Symphony for twenty-six years, joining it in the regime of Gustav Mahler, and spending his last days under the baton of Toscanini. His even greater name as a teacher is proved by the fact that Schlossberg students now occupy first chairs in many of the major orchestras in the country.

    Doze anos atrás, neste mes, o mundo perdeu um dos grandes professores de todos os tempos, e o mais refinado professor de trompete de todos. Max Schlossberg, foi amado muito como uma excelente e agradável pessoa, assim como um músico, tocou com a Filarmônica de Nova York por 26 anos, entrou na época de Gustav Mahler, e passou seus últimos dias sob a batuta de Toscanini. Seu grande nome como professor é provado pelo fato de que muitos estudantes de Schlossberg ocupam as cadeiras de principal trompete em muitas das mais importantes e grandes orquestras do país.

    When a new pupil came to Schlossberg, he would first have him play 'long' tones, so that he could jugde immediately if the student had mastered the two most important, though elementary factors in playing the trumpet. These factors are correct breathing and correct attack. Together they govern the quality of sound, the control of phrasing, and the ability to execute technically difficult passages.

    Quando algum aluno novo aparecia, Schlossberg pedia primeiramente ue ele ou ela tocasse notas longas, desta forma ele poderia julgar imediatamente se o estudante tinha dominado as duas coisas importantes, ainda que fatores elementares para se tocar o trompete. Estes fatores são, respiração correta e ataque correto. Juntos eles governam a qualidade do som, o controle de fraseado, e a habilidade de executar passagens complicadas.

    The most important groundwork in Schlossberg's method was in gaining ability to maintain a steady flow of air into the trumpet for the duration of a note or phrase. It is also important in this first phase, he said, to gauge the amount of air necessary to execute a particular passage, and not to inhale an excess. An excess of air in the lungs and too frequent intakes cause a feeling of suffocation and consequent breathiness in the tone.

    A base mais importante do método de Schlossberg era ganhar habilidade de manter uma coluna de ar firme dentro do trompete, pela duração da nota ou da frase. É também importante nesta primeira fase, ele dizia, inspirar a quantidade exata de ar necessária para uma passagem particular, e não inalar em excesso. Excesso de ar nos pulmões e muitas inspiradas podem causar uma sensação de sufocação e consequentemente soprosidade no som.

    The air in the lungs, supported by the diaphgram, presses against the tongue, the tip of which lies against the upper teeth, The air is released into the instrument as soon as the tongue is withdrawn, and the tone is determined by the number of vibrations produced.

    O ar dos pulmões, suportados/apoiados pelo diafragma, pressiona contra a lingua, a ponta da lingua apoia contra os dentes superiores. O ar é expirado para o trompete assim que a lingua é retirada/volta, e o tom/som é determinado pelo número de vibrações produzidas.

    Attacking or striking the note, as this is called, is the second and most difficult phase if one desires the resulting tones to be clean and steady.

    Atacar e articular uma nota, como isto é chamado, é a segunda e mais dificil fase se desejamos que nosso som/tom seja limpo e firme.

    Schlossberg's method for developing a good attack was to divide the range of the trumpet into low, middle, and high sections, assigning the syllable Ta to the low register, Tu to the middle and Ti and Tee to the high. In order to produce the tone, a firm lip position, or embouchurre, must be taken and never changed or dropped throughout the scale. The only movement of the mouth during this scale is the pronunciation of the syllables Ta, Tu, Ti, or Tee, which permit, respectively, an open tone, a semi-open tone, and an almost closed tone. The changes in vowel sounds cause a change in pressure upon the instrument - the greater the constriction of the embouchure, the higher the pressure and the note.

    Uma das metodologias de Schlossberg para desenvolver um bom ataque foi dividir  tessitura do trompete em, grave, médio, agudo, atribuindo as sílabas Ta para o grave, Te para a região média, e Ti e Tchi para o agudo. Afim de que se produza um som/tom, uma posição firme dos lábios e embocadura, precisa ser 'encaixada' e nunca mudada ou descartada durante toda a escala. O único movimento da boca durante a execução da escala será o da mudança das sílabas, Ta, Te, Ti, ou Tchi, o que permitirá, respectivamente um tom aberto, um tom semi/meio aberto, e ainda quase um som/tom fechado. As mudanças das vogais causam uma mudança no (ar) instrumento - quanto maior a constrição/aperto/estreitamento da embocadura, maior será a pressão e a nota.

    One of Schlossberg's most useful drills for practicing the foregoing requires the student to proceed rapidly from the Ta to the Tu, and from the Tu to the Tee registers. (the Schlossberg drills are unexcelled and all are published) I find that it is possible to play ascending intervals legato, by using the syllables Ta-ee, Tu-ee, tee-ee -- and in descending Te-ee, Tee-u, and Tee-a. By observing these rules the player will avoid incorrect slurring. If a trumpeter found it necessary to change the lip position throughout a performance, it would be impossible to execute swift passages or to maintain a uniform tone quality throughout the scale.

    Um dos exercícios mais úteis do método de Schlossberg para praticar o precedente, exige que o aluno proceda rapidamente de Ta para Te, e de Te para Ti registros. (Os exercícios de Schlossberg são insuperáveis e estão todos publicados). Eu acho que é possivel para tocar intervalos ascendentes usar as sílabas, Ta-ii, Te-ii, Tii-ii---e descendente Ti-ii, Tii-e, e Tii-a. Ao observar estas regras o trompetista evitará ligaduras incorretas. Se um trompetista acha necessário mudar a posição da embocadura, dos lábios durante uma performance será praticamente impossível para executar passagens rápidas e para manter um som firme em qualidade por toda a escala.

    The consonant T has been used as the example throughout this account. However, it must be added quickly that T is employed only in loud or explosive passages. When the score calls for a soft tone, the player places the consonant D before the appropriate vowel sounds. The latter, however, remain the same in both forte and pianissimo passages, and the position of the lips is similar in both cases.

    A consoante T foi usada somente como exemplo. No entanto, precisa ser comentado rapidamente que T é usado para fortes e passagens explosivas. Quando na partitura pede um suave tom/som, o músico colocará a consoante D antes da vogal apropriada. A última, portanto, se mantém na mesma formatação nos dois casos, em passagens fortes ou pianíssimos, a posição dos lábios/embocadura, se mantém a mesma/similar nos dois casos. 


    *Harry Freistadt, now in his twentieth year of playing first trumpet with the CBS Orchestra, had a long association with Max Schlossberg, first as a pupil and then as a son-in-law. Schlossberg was a musician of great stature. The number of his pupils occupying first chairs testify to the caliber of his teaching.

    *Harry Freistadt, agora em seu vigésimo ano tocando como principal trompete da Orquestra da CBS, teve uma longa relação com Max Schlossberg, primeiro como aluno, e depois como genro. Schlossberg foi um músico de grande estatura. O número de seus alunos que ocupam as principais cadeiras das orquestras, testeficam do calibre de seus ensinamentos.


    Obrigado por tua visita!
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    samuca

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    sam










    quarta-feira, 4 de setembro de 2013

    PERFOMANCE ANXIETY by Allen Vizzutti

    Boa noite meus caros amigos,

    Neste artigo falarei sobre um tópico que nos persegue em todos os momentos de nossas vidas, ansiedade em uma apresentação.

    Irei traduzir algumas dicas e sugestões que o grande músico que por nossa sorte escolheu o trompete como instrumento principal, Allen Vizzutti, isto está escrito no método dele.

    VIDEO DO DIA:  Allen Vizzutti


    Performance Anxiety

    Performance anxiety (i.e., nervousness) is a common and natural thing. Players at all level of competency experience butterflies, dryness and other symptoms of nervousness before a performance. The goal one should pursue is not to be totally relaxed, but to maintain sufficient mental and physical control in order to enjoy playing music and play well. Experience is the real key. The more often one performs, the easier it gets. Take every possible opportunity to perform. Play for friends and family. Casual settings can be of great help when done frequently. As a useful by-product, the more one performs and is heard, the more likely one will be asked to participate in other musical settings. That is the process through which one rises to the top of music community, no matter how large or small the community.


    Ansiedade na Apresetanção/Concerto/Recital

    Ansiedade em uma apresentação ( por exemplo nervosismo) é muito comum e também uma coisa natural. Músicos de todos os níveis de competência experimenta 'frios na barriga', boca seca e outros sintomas de nervosismo antes de um concerto/apresentação/recital. O objetivo principal que devemos buscar é não ficar totalmente relaxados, mas manter controle mental e físico afim de que curtamos a nossa música e ainda tocarmos muito bem. Experiência é a chave, o 'segredo'. Toque para amigos e família. Apresentações casuais pode ser muito benéfica se feito frequentemente. Como um sub-produto útil, quanto mais voce toca e é ouvido, maiores serão tuas chances de ser convidado para participar de outros encontros musicais. Este é o processo que conseguimos conquistar o topo em nossa comunidade musical, não importando quão grande ou pequena for tua comunidade musical.

    Here are a couple of practical pointers to help you defeat performance anxiety:

    Aqui vai algumas dicas práticas para te ajudar a combater/diminuir sua ansiedade antes de um concerto:

    1) Warm up well several hours before performance time to ensure lip suppleness and good response.

    Faça teu aquecimento bem feito, algumas horas antes da apresentação, para se assegurar maleabilidade e boa resposta de teus lábios.


    2) When the butterflies come, don't resist them. Resistence causes tension. Tension causes playing problems. Let the wave pass through your body. Observe the feeling as it happens. Don't panic.


    Quando o 'frio na barriga' vier, não resista. Resistir ocasiona tensão. Tensão ocasiona problemas no teu tocar. Deixe a onda passar por teu corpo. Observe as sensações enquanto acontece. Não se apavore;

    3) Scrape your tongue lightly across your top teeth to cause saliva to flow. The less you concentrate on dry mouth, the sooner moisture will return.

    Raspe tua língua levemente através de seus dentes superiores para provocar a salivação. Quanto menos voce se concentrar na boca seca, mais rápido a umidade/saliva irá voltar.

    4) Let go of the inevitable mistakes. Do not dwell on them. There is always time to think about later.

    Desencana dos erros inevitáveis. Não se apegue neles. Sempre voce terá tempo para refletir sobre, mais tarde.


    5) Think musically, not technically, except for breathing. Breathe deeply and project the air confidently through the instrument. This is the one fundamental you should always fall back on when you find your confidence faltering.


    Pense musicalmente, não técnicamente, exceto sua respiração. Respire profundamente e projete teu ar confiantemente através do trompete. Este deve ser a coisa fundamental que voce sempre deve retornar, quando sentir que tua confiança está vacilante.

    6) Finally, stay in present time. Don't worry about what has happened or what is coming. Don't sacrifice an entire piece for the sake of a high note or a tricky passage. Make the note or phrase you are playing as beautiful as possible. The rest will fall into place. Present time is the key to performing from memory without slips as well.

    Finalmente, esteja sempre no presente tempo. Não se preocupe sobre o que aconteceu e o que está para acontecer. Não sacrifique um música inteira por causa de uma nota aguda ou uma passagem complicada. Toque a nota a frase que está tocando o mais lindo possível. O resto irá se acomodar no lugar certo. Tempo presente é a chave para um concerto de memória sem acontecer alguns deslizes.


    Obrigado por tua visita!
    Nunca desista de teus sonhos!
    Muita paciência e determinação em teus estudos!
    Um abraço
    samuca


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    sam

    terça-feira, 3 de setembro de 2013

    TECHNIQUE vs. MUSIC by Anthony Plog

    Boa noite pessoal, logo abaixo irei traduzir um trecho pequeno do método de Anthony Plog, Book 1, neste trecho ele fala sobre técnica versus música.

    Em nosso estudos diários nunca esqueça de estudar escala, escala e mais escala, além de arpejos, rsrs, em todas as tonalidades possíveis, e nunca fique estagnado nas tonalidades mais simples, esbanje nos sustenidos e bemóis da vida!

    E no vídeo do dia de hoje, colocarei um vídeo do grande trompetista Rafael Mendez, caros amigos se porventura voces desconhecem este nome, por favor faça sua pesquisa na internet, e descubra um dos maiores gênios do trompete.

    Neste video ele fala no inicio: "Não há caminhos curtos, não há atalhos para aprender a tocar o trompete, é necessário prática e paciência, eu sei que é monótono, mas finalmente chegará o momento que voce poderá expressar suas emoções com sua música, e isto lhe trará um grande prazer, que todas as horas chatas de estudo são esquecidas, tudo o que voce deve fazer é praticar escalas, escalas e mais escalas, primeiro lento, e gradualmente vai aumentando a velocidade, e se atenha na sincronização dos lábios e dedos se tornar tua assinatura, quando voce não precisar pensar sobre a parte mecânica do instrumento, voce poderá pensar em tocar coisas do tipo, bem... O voo do besouro.. (2:23 ele volta a falar) tem um ditado antigo, clareza/perfeição nos leva mais próximo de Deus, com o trompete clareza/perfeição nos aproxima da pureza de som/tom, voce precisa manter teu som limpo, sempre! O trompete é um instrumento de vento, e voce precisa muito vento/ar para tocá-lo, não que precisamos força o ar, nunca isto, voce nunca utiliza mais esforço para produzir teu som/tom do que o ar que utilizamos em um conversa. Mas, controle de respiração é um dos mais importantes fatores para se tocar trompete. Uma das maneiras de se desenvolver o controle do ar é nadando embaixo da água, outro é caminhando e ainda outro é quando praticamos nosso trompete, esqueça as marcações de respiração e toque o mais longo possivel com uma respiração só, então repita do início e tente superar teu recorde anterior, a cada vez adicione um novo compasso, e depois um outro, mais outro, e ainda um outro.. até, bem... até que o vizinho reclame... por exemplo, com uma respiração".


    VIDEO DO DIA:  Rafael Mendez (26 de março de 1906 - 15 de setembro de 1981)



    Technique vs. Music

    These books concern themselves primarily with technique and not with musicality. Nevertheless, all exercises and etudes should be approached in a manner that is as musical as possible. All too often the tendency is to think of music and technique as two separate and distinct areas, when in fact they are closely related and dependent on each other: a phrase that is played musically becomes easier to play because the approach is more natural and less forced, and conversely a solid technique provides the basis for an ever growing musicality.

    Estes métodos preocupa-se primariamente com a técnica e não com a musicalidade. Não obstante, todos exercícios e estudos deveriam ser abordados de maneira que seja a mais musical possível. Muitas vezes a tendência é pensar que música e técnica são duas coisas distintas e separadas, quando de fato els estão muito próximas e dependem de uma da outra: a frase que é tocado musicalmente se torna mais fácil de tocar, por causa da arbodagem ser mais natural e menos forçada, e reciprocramente uma técnica sólida fornece a base para que a musicalidade cresça.

    All too often one makes technical perfection the ultimate goal. This is viewed by many as the only real concern. But we must realize that we will never really achieve perfection - even the greatest players in the world have their technical limitations. So we must make the path to our goal of technical excellence more important than the goal itself. The fact that we will never reach our goal of technical perfection means that we can always learn, we can always be students.

    Muitas vezes o músico coloca como objetivo principal a busca da perfeição da técnica. Isto é visto por muitos como a única e real preocupação e busca. Mas devemos ter a consciência de que nunca iremos atingir a perfeição da técnica, até mesmo os maiores e excelentes músicos do mundo tem suas limitações técnicas. Então devemos fazer com que nosso caminho para este objetivo da excelência da técnica seja mais importante do que o objetivo em si. O fato de que nunca iremos atingir o objetivo da técnica da perfeição significa que sempre teremos algo para aprender e sempre seremos estudantes.

    But a second, and equally important concept, is that music is an art form that at its essence is a means of communication, and that ultimately this communication is more important than technical perfection. We should desire to be technically perfect only so that we have the tools to better express the ideas and intentions of the composer. Thus the striving for technical perfection is the striving towards a means and not an end. Expression, in whatever style or form, is the end. This should always be our ultimate goal.

    Mas um segundo, e igualmente importante conceito, é que música é uma forma de arte que em sua essência é comunicar com as pessoas, e que isto tem de ser mais importante do que perfeição na técnica. Nós devemos sim, ser tecnicamente perfeitos, mas tão somente para que tenhamos as ferramentas necessárias para expressar nossas idéias e intenções do compositor. Assim, o esforço para perfeição da técnica é um esforço para um meio e não um fim em  si mesmo. Expressão, em qualquer estilo e forma, é o fim. Isto deveria ser nosso objetivo final. 

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    Muita paciência e muita escalas!
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    samuca

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